quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Fé X Obras?

“Assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tiago 2:26).

Alguns assuntos, por mais que tenha uma grande semelhança, apresentam contextos diferentes, entretanto, outros, são tão íntimos como o amor “do Pai pelo Filho”.
Todos nós, os que cremos em Cristo, fomos “feitos para as boas obras” (Efésios 2:10), assim, não somos apenas justificados pela nossa fé, mas a nossa obra é quem testemunha nossa fé (Tiago 2:24).

Em Tiago está escrito: “mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras” (Tiago 2:18).
Devemos nos lembrar que os textos não estão se tratando de salvação, pois a esta vem de graça “por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9), porém, as obras são os atos de consumação da nossa fé, ou seja, o que de fato mostra que cremos em um Deus verdadeiro. Não existe possibilidade de um não estar ligado ao outro.
“E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?” (Tiago 2:15-16).
Nosso mundo está mais preocupado com seus desejos e prazeres, e em muitas das vezes, esquecem do maior mandamento já deixado pelo Mestre: “o Amor”.
Jesus comparou e resumiu Sua vontade nisto (Mateus 22:37-40) e Paulo contribuiu para o ensino disto dizendo “de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Romanos 13:10).
Em outras palavras, “qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus” (1 João 4:7-8). Sendo o amor o resumo da lei e da vontade de Deus, não seria este amor uma obra? Pois todo aquele que ama seu próximo obedece a lei, assim, aquele que não ama também é transgressor da mesma.
Aos que dizem que a lei foi abolida (mesmo o próprio Filho não o dizendo [Mateus 5:17]), lembremo-nos que "o pecado não é imputado, não havendo lei" (Romanos 5:13), sendo então, esta abolida por Cristo, hoje não haveria pecado e nem condenação, de fato, Satanás não poderia enganar ninguém, pois todos estaríamos livres e salvos da condenação da lei (que é a morte, mas, ainda morremos), e assim, livres de pecado, entretanto, "eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás" (Romanos 7:7), "assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom" (Romanos 7:12), pois através dele, conhecemos a vontade do Pai que está no céu, do qual, por causa do nosso pecado, nos deu ao Filho, para que ao olharmos para a lei e assim sermos conhecedores dos nossos pecados, possamos nos achegar ao Filho e nos arrepender, humilharmos e humildemente buscar a salvação que está Nele, de graça, pela fé, porém, de fato "anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei" (Romanos 3:31), sendo assim, através das obras da lei, não buscando a salvação, mas a confirmação da fé no Cristo, pois Ele disse: "Se me amais, guardai os meus mandamentos" (João 14:15), ao fim de que “fé sem obras é morta” (Tiago 2:26).
Como poderemos dizer que cremos em um Deus que não conhecemos se não andamos como Ele andou. Pois assim está escrito que “aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou” (1 João 2:6), logo, se Nele permanecemos, somos aperfeiçoados Nele para as boas obras (Efésios 2:10).
Irmãos, não sejamos insensatos e ingênuos com os “movimentos religiosos” que tentam nos afastar da vontade de Deus. O amor a Sua lei nos traz segurança, e sua obediência justifica nossa fé perante o que cremos, sendo assim, salvos por meio da graça que há em Cristo Jesus, Homem puro e perfeito, onde, por meio Dele, entrou a salvação no mundo para todo aquele que Nele crer, e sendo assim, o amamos, como um filho ama a seu pai, conscientes que Ele nos amou primeiro e se entregou à morte, para que se pudesse anular a dívida e a maldição que estava sobre nós, pois todos pecamos, sendo destituídos da presença do Senhor e condenados a morte, mas em Cristo encontramos a vida, e todo aquele que diz amá-lo, guarda Seus mandamentos, todo aquele que diz crer, anda como Ele andou, fazendo-se inimigo dos desejos da carne e do mundo, antes até, negando a si mesmo, para que Cristo possa aperfeiçoar e habitar em sua morada.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O tempo é próximo!

“O dia do Senhor virá como o ladrão de noite” 
(1 Tessalonicenses 5:2).

Talvez, muitas pessoas poderiam criar diversas pregações, textos ou livros explanando a vinda de Cristo entre outras doutrinas e ensinamentos que a bíblia (e somente ela) deixam mais do que claros, e isto é bom e importante. Porém, a principal questão do evangelho não se trata apenas das doutrinas e dos ensinamentos, mas sim de um estilo de vida. Logo a principal questão seria: “Como está o nosso coração?”

Todos os sinais da vinda de Cristo estão se cumprindo e a certeza que temos é que então Ele virá para buscar aqueles que Nele creram. Deus não atrasa a Sua vontade, muito pelo contrário, vem no momento oportuno e mais necessário. A bíblia diz: “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3:9).

Como diz o texto, nós, os homens colocamos as promessas de Deus como tardia e em muitos dos casos somos os maiores responsáveis por trazer o desânimo no coração daqueles que esperam atentamente a vinda do Senhor nos ares.
As pessoas, focadas em seus próprios egos se esquecem que Deus deseja ardentemente que morramos para as coisas deste mundo e assim, passemos a olhar para as coisas celestiais. “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão” (Marcos 13:31) disse Jesus. Ou seja, quanto mais nos prendermos nas coisas vãs deste mundo, mais distantes da bondade e da vontade de Deus que está no céu estaremos.

A bíblia diz: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé” (2 Timóteo 3:1-8).

Os homens não aceitaram mudar suas vidas para fazer a vontade de Deus, preferindo permanecer nos rudimentos do mundo à fazer a vontade do Pai, sendo assim “mais amigos dos deleites do que amigos de Deus”. E como já não bastasse negar a vontade do Deus Eu Sou, levam pessoas a aceitarem estes enganos, instruindo-os em ensinamentos dos quais nunca serão os verdadeiros, nunca serão a vontade de Deus.

Infelizmente, muitas são pessoas que não discernem tais ensinamentos, pois não tem buscado na Palavra de Deus o verdadeiro sentido da vontade do nosso Pai, e como já disse João: “Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora” (1 João 2:18).

Lembremos que: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” e que “muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (Mateus 7:21-23). Logo, lembremo-nos que Deus deseja não que apenas conheçamos a Sua vontade, mas que esta possa ser a motivação e a essência de nossa vida, pois: “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mateus 7:24).

Irmãos, lembrem-se destas palavras de Pedro:
“Nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação” (2 Pedro 3:3-4).
Lembre-se que os homens não estarão mais esperando a vinda do Senhor, assim, estarão vivendo conforme os seus prazeres, esquecendo completamente do desejo de Deus para nós, que é o melhor, pois “Deus é amor”, logo, não se esqueça que Jesus, em Seu dia, se lembrará daqueles que fizeram a vontade de Deus, que abandonaram o pecado e buscam realmente o reino de Deus e a Sua justiça, pois assim também disse o mestre: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele” (João 14:21).
Portanto escolha o senhor que quer servir, pois “nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Lucas 16:13).

Assim, fiquemos firmes na promessa:

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:1-3).

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Qual destes quero ser? (O Carcereiro – Atos 16:23-40)


“Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” (Atos 16:31).

O maior presente que um pai pode trazer para sua casa é o conhecimento da vontade do Pai das luzes que está nos céus, as boas novas da salvação, e aqui, teremos o maior exemplo de todos, de um homem que nem ao menos teve seu nome citado na Bíblia, mas que seu exemplo foi gravado nos livros dos céus para que todo aquele que crer no Senhor Jesus seja salvo.
De todos os outros exemplos de homens, este fora um que não tinha nenhum contado com as palavras de Jesus e da salvação por meio do sangue deste cordeiro, porém, ao se deparar com a verdade do evangelho, pois seu coração estava preste a buscar a morte, se comoveu com o exemplo de Paulo e Silas.
Era o carcereiro responsável pela guarda de Paulo e Silas (verso 23) e em seu tempo, os responsáveis por homens que estavam presos poderiam perder a vida caso algo acontecesse com o mesmo (como a fuga de um prisioneiro). Assim, o soldado ao despertar com o terremoto e ver que todas as portas das prisões estavam abertas, temeu, e retirou sua própria espada para dar fim em sua vida (versos 26 e 27). Seu desespero ao deparar com esta cena é indescritível e o temor se apoderou de seu coração.
‘Quantas vezes em nossas vidas nos encontramos com situações como esta? Onde não aparenta uma solução e o desespero nos domina?’ Sua espada já estava desembainhada e seu designo tomado, quando ouviu a voz de um dos presos: “Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos” (verso 28). O carcereiro não apenas ficou impactado com o exemplo dos apóstolos, mas a bíblia conta que antes disto os mesmos louvavam e oravam ao Senhor ao ponto dos presentes poderem ouvir. Os apóstolos apresentaram um caráter peculiar ao dos demais presos, eles eram gratos ao Deus que tudo pode, o Deus Eu Sou. O carcereiro reconheceu isto e a bíblia diz que suas palavras diante de todo este fato fora: “que é necessário que eu faça para me salvar?” (verso 30). O carcereiro era néscio sobre a doutrina e o conhecimento de um Deus como o de Israel, pois em sua cultura, a crença abrangia diversos deuses e cultos, mas ele viu no Deus de Paulo um Deus verdadeiro, que cuida, ama e zela aqueles que O temem. E naquele mesmo momento, mesmo na sua ignorância ele desejou saber o que precisaria para encontrar a salvação que deus nenhum poderia dar. Então ouviu-se a resposta: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” (verso 31). Então este recebeu a palavra e também a todos que estavam em sua casa (verso 32), e mesmo ignorantes a cerca de outros conhecimentos bíblicos eles creram, foram batizados, e se alegraram em Deus.
O carcereiro não se preocupou com o que outros pensariam, o que sua família pensaria, nem seus superiores. Ele aceitou a Cristo e a salvação que Ele pode nos dá sem olhar para as coisas desta terra. Soube após pelos apóstolos que Deus preparara no céu um local para que todo aquele que Nele crer não pereça, mas tenha vida em abundância, e é este o desejo do nosso Senhor Jesus para cada um de nós, Ele nos chama e todo aquele que ouve sua voz e o segue se torna Sua ovelha e Ele seu pastor, pois assim está escrito: "Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor", "as minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem" (João 10:16 e 27).
Então decida! Qual homem quero ser?