quarta-feira, 11 de abril de 2012

Existe vida em outros planetas?


“No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1:1).

Existe uma busca incansável da ciência em descobrir se há vida inteligente em outros planetas, entendendo-se sobre “vida inteligente” não apenas o fato do planeta poder subsistir por si próprio com todas as reações naturais que independente do ambiente existe, mas, se existe seres dotados de uma inteligência semelhante a do homem.
Muitas pessoas que são adeptas do ufologismo (é o estudo de relatos, registros visuais, evidências físicas e demais fenômenos relacionados aos objetos voadores não identificados, ou O.V.N.I.) creem que existem e a algumas até assumem já ter tido contato com um ser extraterrestre. Também, existem algumas religiões que também mantêm este discurso, porém, diferentemente dos “ufanistas”, descrevem que tais planetas foram também criados por Deus, entretanto, não caíram no pecado como o nosso, sendo assim, planetas que ainda permanece no jardim da graça de Deus (“um Éden”).
O texto bíblico que dá base a esta ideia se encontra no livro de Jó, onde descreve:
“Certo dia os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, e veio também Satanás entre eles. Disse o Senhor a Satanás: De onde vens? Respondeu Satanás ao Senhor: De rodear a terra, e passear por ela” (Jó 1:6-7).

Também, no mesmo livro, apresenta-se outro texto:
“Sobre o que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam?” (Jó 38:6-7).

Veja, o foco para a explicação de que existem outros mundos (sem pecado) se resumem nos aspectos:
1-      Satanás foi para o céu com os filhos de Deus.
2-      Os filhos de Deus (seres perfeitos) foram apresentar-se ao Senhor nos céus.

Se analisarmos o texto de maneira sincera, veremos que não é isto que diz em nenhum momento, pois não se refere a local.
Primeiramente devemos compreender quem são os filhos de Deus.
“Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, e tomaram para si mulheres de rodas as que escolheram” (Gênesis 6:2).
Se pensar que filhos de Deus são “seres” de planetas que não conheceram o pecado, esta “teologia” acabaria aqui, pois, sendo seres sem pecados, não deveriam misturar-se com seres caídos (filhas dos homens), pois da mesma maneira Deus orientou o povo de Israel para que desta maneira, não viessem a adorar outros deuses e estes viessem a ser por laço (Êxodo 34:12) e caso se unissem, o pecado teria entrado neste “mundo ideal”.
Então quem são os filhos de Deus?
Desde o princípio, nem todos tem sido fiéis adoradores do Deus Criador, Adão e Eva não tiveram apenas três filhos (Caim, Abel e Set), entre diversos outros personagens que a Bíblia não descreve. Veja que no princípio e em muitos casos, ela descreve apenas fatos dos filhos de Deus, ou seja, aqueles que eram adoradores fiéis do Senhor ou de situações dos quais eles estão inclusos, no caso Abraão , Daniel, Elias, Gideão, entre outros. Mas as Escrituras dizem isto?
“Bem aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9).
Entretanto, caso ainda reste alguma dúvida sobre esta questão, o discípulo mais próximo de Jesus descreve: “Mas a todos os que O receberam, àqueles que creem no seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus - filhos nascidos não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1:12-13).
"Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus" (Romanos 8:14).

Estes são os filhos de Deus! Aqueles que têm a Jeová como o Senhor de sua vida.
Além disto, poderíamos fazer a seguinte análise:
“Certo dia os filhos de Deus”: aqueles que creem em Seu nome (João 1:12-13).

“vieram apresentar-se perante o Senhor”: Ação comum entre os descendentes de Adão (Deuteronômio 16:16, 19:17, 31:11, Miquéias 6:6).

“e veio também Satanás entre eles. Disse o Senhor a Satanás: De onde vens? Respondeu Satanás ao Senhor: De rodear a terra, e passear por ela”: A resposta de Satanás não expressa que o mesmo estava em um local e agora está em outro, apenas descreve a ação que o mesmo praticava. O pai chega em casa e procura seus filhos, não os encontra, então, quando o pai volta para o primeiro local da casa os vê e pergunta: Onde estavam? Eles respondem: Brincando em casa. Estariam estes em outro lugar ou apenas descreveram a ação que estavam fazendo no local? Um exemplo disto também pode ser visto no diálogo entre Deus e Adão após o pecado (Gênesis 3:9).
Mas então como explicar o texto de Jó 38, onde diz que quando Deus assentou a pedra de esquina os filhos de Deus rejubilavam? Simples. O livro de Jó contém partes proféticas. O que isto quer dizer? Este trecho anuncia a vinda do Messias. Deus estava revelando a Jó o plano da redenção por meio do Seu Ungido. Compare a profecia e o cumprimento.

“Quem assentou a sua pedra de esquina” – Jesus: “Pois na Escritura se diz: Vede, ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa, e quem nela crer não será confundido” (1 Pedro 2:6) (Isaias 28:16). “A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a pedra angular” (Salmo 118:22). “Sendo o próprio Jesus Cristo a principal pedra angular” (Efésios 2:20).

“Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam” – Os anjos: “No mesmo instante apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lucas 2:13-14).

“E todos os filhos de Deus jubilavam?” – Os homens: “Vendo-o, divulgaram a palavra que acerca do menino lhe fora dito. Todos os que ouviram maravilharam-se do que os pastores lhes diziam” (Lucas 2:17-18).

Mesmo se alguém desejar afirmar que o texto apresenta caráter literal da Criação, ou seja, Deus está utilizando linguagem denotativa, não aparentaria o caráter de outros planetas, sendo que o termo “estrelas da alva” é semelhantemente utilizado para descrever a Lúcifer antes da queda (Isaías 14:12) e sabendo que os filhos de Deus são aqueles que creem, pode-se compreender que seriam outras classes de anjos, sendo que no relato da Criação, faz-se distinção entre dois eventos: a criação dos céus e da terra (Gênesis 1:1). Entendendo que os céus é o local onde a bíblia determina como o trono de Deus (“Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso?” - Isaías 66:1), haveriam apenas seres celestiais e também não haveriam nenhum planeta para os mesmos, sendo que o firmamento é criado apenas no 4º dia da criação (Gênesis 1:14-19).

Meus irmãos não vos deixem confundir com fábulas. Satanás busca através disto criar brechas para que possa agir em sua vida. Tenha a Cristo como estandarte, pois Ele é o nosso Escudo e nossa Fortaleza!

domingo, 1 de abril de 2012

Pequenos Estudos - A Santidade de Deus


“Exaltai ao Senhor nosso Deus e adorai-O no Seu monte santo, pois o Senhor nosso Deus é santo” (Salmos 99:9).

Na bíblia, desde o princípio da criação, temos a clara apresentação de relatos sobre Santidade de Deus, não apenas na adoração e nas palavras dos ungidos do Senhor, mas nas Suas ações para com o homem caído. A Santidade do Pai está relatada nos Seus atos de amor.
Compreendo que o Pai, seu Filho (o Verbo de Deus, a ação) e o Espírito (o Poder) é um e O único Deus (Tiago 2:19), podemos ter plena certeza de Sua santidade através do Verbo que habitou entre nós, do qual, sem pecados nos livrou do abismo da morte.

As Escrituras apresentam profecias sobre a Santidade de Deus em Jesus, pois assim diz o salmista: “Porque o Senhor é a nossa defesa, e o Santo de Israel o nosso Rei” (Salmos 89:18), portanto não seria Cristo quem nos defende e dentro o povo de Israel é o Santo? Outrora, sobre isto, assim mesmo testificou João: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis, e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 João 2:1).

Em outro lugar diz sobre Jesus: “O nosso redentor cujo nome é o Senhor dos Exércitos, é o Santo de Israel” (Isaías 47:4) e outro testificou “e no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores” (Apocalipse 19:16).

Entretanto, falar da Santidade de Deus é puro pleonasmo, até mesmo aqueles que não creem em Deus, sabem que o que “rege” o universo é algo “separado”, “especial”, ou seja, santo. Assim, a todos aqueles que professam a fé neste Deus que é Santo, vem GRANDE responsabilidade, pois sendo o senhor rico, será seu servo miserável? Ou sendo a terra boa, será sua semente infrutífera? Portanto, sendo a Videira Santa deverá ser os ramos santos, pois assim mesmo vos testifico, “porque Eu sou o Senhor vosso Deus, portanto vós vos santificareis, e sereis santos, porque eu sou santo” (Levítico 11:44), “santos sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, Sou santo” (Levítico 19:2), “mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pedro 1:15-16).



“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo” (Apocalipse 1:3).

sábado, 17 de março de 2012

Pequenos Estudos - O Deus da Graça e do Juízo

“Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou, e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (Atos 17:31).


O ensino do juízo de Deus é tão antigo quanto o próprio homem, pois desde a fundação da terra, sabia o ser criado por Deus que Ele, o Senhor, por ser Santo, não faria concessão com o mal nem com o pecado, pois assim mesmo disse ao homem: “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2:17).


Porém, o homem não havia compreendido as palavras que o Pai havia apresentado, pois, ao cair, o homem se escondeu de Deus, então, o Princípio do Amor mostrou à criatura a verdadeira natureza de Sua graça, através do juízo, não juízo pelo que amou, mas pelo que mais abomina. O pecado. Porém, assim, garantiu ao homem a remissão e ao pecado condenação.


“E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3:15).


O plano de Deus estava focado na salvação do homem e na condenação do pecado e Cristo veio para isto, pois “se alguém ouvir as Minhas palavras, e não crer, eu não o julgo, porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo” (João 12:47), e isto “porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 3:17-18).


Aquele que não aceita a Cristo, nega a Sua obra de amor. A cruz.
Mas ao contrário do que muitos pensam, o juízo nunca foi preparado para os homens, mas para o pecado e a sua origem, Satanás (o pai da mentira), porém, muitos ao agradar o pecado e se apegar a ele, de maneira a não buscar a esperança da salvação, serão condenados pela suas próprias obras e ouvirão a sentença: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mateus 25:41).


“Assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6:4), vigiando e orando (Marcos 13:33) pois “daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai” (Marcos 13:32), pois de fato Deus é amor (1 João 4:8), mas também é Justiça (Salmo 50:6; Romanos 10:3; Jó 8:3).